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Resenha: A Herdeira – Kiera Cass

Postado por em junho 6, 2015

Olá!! Finalmente uma resenha! Estava morrendo de saudades de fazer alguma e essa aqui era pra ser de Extraordinário como eu prometi em outro post mas como o meu A herdeira chegou antes de eu terminar eu dei uma pausa para ler a continuidade de uma das minhas séries favoritas.

É impossível contar a história da Eadlyn sem falar um pouquinho de A seleção. Quem já leu bem, mas e quem não? Saibam que esse é o quarto livro do que já foi uma trilogia. A seleção, A elite e A escolha contaram a história de America, uma garota simples que não queria participar da seleção e muito menos se apaixonar pelo príncipe, se inscreveu apenas para agradar a mãe e ajudar a família em questões financeiras. Logo, já dá pra imaginar o que acontece né? E com a chegada de A herdeira com certeza dá pra imaginar o que acontece.

Vinte anos depois da última seleção e de Maxon e America se casarem, chegou a vez de outra. No início do reinado do casal com a dissolução das castas e o fim dos ataques rebeldes tudo parecia estar bem e até ficou por um tempo. Vários problemas sociais começaram a aparecer depois disso, atos violentos contra pessoas que antes pertenciam as castas inferiores estavam causando certas crises no país e a única solução encontrada pelo Rei era uma seleção com a futura rainha de Illéa.

Eadlyn é a primogênita de mais três filhos que os atuais reais tiveram, atrás dela vêm seu irmão gêmeo Ahren e são seguidos por Kaden e Osten, por isso ela é a Herdeira do trono. No palácio ainda continuam morando Marlee e Carter com seus dois filhos Kile e Josie e também Aspen e Lucy. O livro A Herdeira trata-se da seleção dela mas a princesa não quer ser usada como uma atração e a última coisa que deseja é se apaixonar. Ela promete ao pai tentar mas não garante que haja um casamento quando restar apenas um garoto. Eadlyn só deseja fazer o seu papel de mulher forte, determinada e capaz de comandar um país sozinha. Quando os garotos chegam ela se fecha e não permite que ninguém penetre a sua armadura, uma armadura com muitas falhas.

No início da Seleção nada sai como o planejado, só gera motivos para mais revoltas o que deixa Maxon completamente cansado então só cabe a Eadlyn diminuir um pouco o seu sentimento de poder maior e mergulhar completamente no evento. Por muito tempo nada passa de um teatro diante as câmeras mas “Eadlyn percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto imaginava”

Ead é complicada, nas primeiras páginas do livro é bem insuportável. Como acabamos a trilogia com aquele amor de America e Maxon – a America sendo super fofa e apaixonada – é um impacto bem grande dar de cara com a Eadlyn que é completamente o contrário. Não tanto porque sua mãe também não queria se apaixonar mas Ead é mimada, se acha superior a todos muito antes de assumir Illéa e durante várias partes do livro se espanta por apenas ela se achar assim.

Gosto de considerar que a trilogia realmente acabou em A Escolha e esse (e o próximo) são livros adicionais porque não dá para ler sem ter lido os anteriores. A escrita flui super bem como nos outros porem tem um ar mais pesado por Eadlyn ser tecnicamente uma garota má. America e Maxon também estão muito diferentes e o foco está completamente na princesa agora, o que chateia um pouco, não há (ou eu não vi) um pouquinho sequer daqueles personagens que conhecemos e os dois parecem zumbis nessa história. Sei que se passaram 20 anos mas poderiam estar tão acabados?

Também achei um exagero – embora ache fofo – da Kiera dar quatro filhos ao casal hahah, o meu preferido é Kaden mas ele e Osten não aparecem tanto no livro quanto eu gostaria. Josie, filha de Marlee e Carter é outra desnecessária nessa história, se eu fosse a Ead também não suportaria essa criança morando comigo.

No fim, eu acabei me identificando com a Eadlyn um pouco, se você conseguir vencer os primeiros capítulos e essa princesinha mimada pode até virar algo interessante. Em relação aos garotos eu sou como ela e acho que me ajudou muito a pensar em algumas coisas. O livro também tem vários momentos fofos quando ela se abre um pouco para os meninos que ela gosta mais e eu com certeza já estou em um time! Não é como na trilogia em que fica claro que o Maxon vai escolher a America, teremos que esperar o próximo livro e ver quem Ead escolhe, ou melhor, ver SE ela escolhe alguém.

Apesar de tudo, se você realmente gostou de A Seleção não vejo motivos para não ler A Herdeira, como disse, pode se tornar bem interessante. O livro é bem maior que o primeiro da trilogia e vem com um marcador lindo para você recortar. Foi a primeira coisa que eu fiz quando ele chegou e pode recortar também no formato de tiara como em algumas fotos vocês podem ver, é meio difícil então cuidado pra não estragarem essa coisinha linda que vem junto. Também achei bem fofa a tiara que acompanha cada capitulo apesar de simples.

Acho que para ser perfeito, a Kiera podia ter entrado mais na vida de alguns personagens como os pais da princesa e os irmãos. Ela mudar completamente o foco foi bem desanimador mas não há nada que estrague a história. Eu recomendo sim o livro mas apenas para quem gostou dos três livros anteriores.

Resenhas

Resenha: A seleção

Postado por em julho 3, 2014

Finalmente um dos meus livros da wishlist literária em mãos. Eu me apaixonei por essa capa há um bom tempo e pelo o que ando lendo por aí, a maioria das pessoas que se interessaram por “A seleção” o fizeram primeiro pela capa também. Quando comecei a ler, não daria nada para o livro e nem queria continuar.  Agora posso dizer que estou apaixonada por Maxon, America, por todos, menos por Aspen.

Aseleção A história já começa com um romance proibido, entre Aspen, um seis, e America, uma cinco. Eles vivem em Illéa, um país dividido em castas que vão da Um até a Oito, a Um pertence a realeza e a Oito, a casta mais baixa do país.

America, por pertencer a quinta classe é artista na área musical e ajuda sua família que não tem uma condição financeira muito boa. Para sair dessa situação, a única oportunidade que veem é A Seleção. America não concorda em se inscrever por não achar certo o jeito como a escolha ocorre e por não querer correr o risco de perder seu namorado casando com “um cara” que ela nem conheçe. Contando que não será escolhida e depois de muita insistência de sua mãe e de Aspen, ela preenche o formulário.


Trinta e cinco selecionadas em uma competição transmitida através de um reality show é como funciona A Seleção, e America está nela. Após conhecer Maxon de uma forma um pouco confusa e inesperada, deixa claro que não se imagina como princesa e pretende não ser escolhida, pedindo assim, apenas a amizade do príncipe prometendo o ajudar em sua escolha. Mas com o coração partido por Aspen e o sentimento que cresce entre ela e o príncipe, America se afunda em um mar de incertezas. “Depois disso sua vida nunca mais será a mesma“.

Como disse na introdução do post, não daria nada pelo livro mas agora é a minha coleção favorita. O livro começa com um romance bastante meloso e eu não gosto disso, tanto que comecei a ler e deixei parado por um bom tempo. Fora isso, o livro é maravilhoso, a escrita flui tão bem, tão simples,  no início cheguei a achar estranho. O fato de o castelo ser atacado por rebeldes, America nunca ter visto um celular em um país futuro, mostra, na minha opinião, que Kiera soube caracterizar bem a história. O romance dos dois me conquistou de uma forma sem igual porque não eram tão “agarrados” assim como ela era com o Aspen, até porque nem se conheciam né? A Seleção é um livro bem hipnotizante, vão acontecendo coisas uma atrás da outra e você não consegue parar de ler até que esteja tudo resolvido, é uma leitura gostosa que te faz viajar e se sentir muito bem, eu recomendo bastante o livro, vale a pena!

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