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O Teste – Joelle Charbonneau

Vocês não sabem como é bom começar o ano com um livro tão bom quanto o Teste, espero que isso signifique coisas boas e livros bons o resto do ano. Eu citei no último livros lá do canal que estava adorando o livro, do que se tratava e que a resenha dele ainda seria escrita porque estava morrendo de saudades de fazer resenha escrita, então aqui está ♥.

Título: O teste
Páginas: 320
Editora: Única
Autor: Joelle Charbonneau

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Malencia Vale (ou Cia mas eu prefiro Malencia) vive na Colônia Cinco Lagos com seus pais e irmãos, sonha em ser chamada para O Teste e ingressar na Universidade. Criado pela Comunidade das Nações Unificadas após o sétimo estágio da guerra, o Teste é a única forma de um jovem ingressar no ensino superior e se tornar um líder da Comunidade. São selecionados os alunos recém-formados mais inteligentes de cada colônia para disputarem pouquíssimas vagas e ajudarem na reconstrução do mundo devastado pós guerra. Malencia estava ansiosa pelo o dia em que mais esperou na sua vida: a formatura. Os selecionados para o teste sempre eram escolhidos no dia da formatura mas neste ano foi diferente, não houve nenhum escolhido como há muito tempo vinha acontecendo, há anos um candidato de Cinco Lagos não era escolhido. Quando Malencia tentava se conformar em ter falhado ela é surpreendida, ela e mais três jovens foram escolhidos para o teste.

Ser escolhido para tentar ser um futuro líder da Comunidade envolve abandonar os amigos, a família, a Colônia e nunca mais voltar para casa indepedente de ter sido bem sucedido ou não e não há opção de recusa, ou o Teste ou a morte. Malencia sempre sonhou com o dia de ser escolhida mas seu pai não. O pai de Malencia já foi um selecionado para o teste e se formou na Universidade mas não se lembra de nenhuma fase do teste, nunca reviu nenhum dos amigos que fracassou e tem pesadelos que o atormentam sempre. Ele alerta a filha para que não confie em ninguém e que o Teste não é apenas uma prova para testar o que aprendeu na escola, é muito mais que isso. Por sorte, Malencia é esperta e observadora ficando atenta desde o início aos mínimos detalhes que podem arrancar dela a vaga na Universidade e a vida.

Malencia sonhava em ser líder da Comunidade, ajudar o mundo a se recuperar e fazer o melhor para que as Colônias cresçam e se vejam livres de recursos escassos, mas será que mesmo depois de vivenciar o que é verdadeiramente o Teste ela gostaria de fazer parte desse time?

O que se passa no livro é fantástico e em nenhum momento me arrependi de estar lendo ou me perguntei se realmente queria continuar. É sim parecido com Jogos Vorazes e Divergente mas pra mim é muuuito melhor que os dois. Eles não são apenas jogados em uma arena e obrigados a matarem todos, embora alguns tenham gosto em fazer isso outros só querem a vaga na Universade. Na verdade, quem não matar apenas por diversão pode até ter uma melhor avaliação em seu desempenho mas apenas um candidato sabe disso. Não é difícil imaginar o local e se sentir em um mundo pós guerra, a autora soube descrever cada detalhe sem deixar o livro cansativo ou detalhado demais. O maior problema do livro foi na hora da revisão, tem muita coisa errada, palavra faltando letra, personagens trocados, frases sem sentido e claro que isso incomoda, mas posso afirmar que mesmo assim vale a pena.

Minha personagem favorita é a Malencia – Cia é um apelido muito feio – mas ela é um pouco irritante, a única coisa que o pai dela a pede para fazer é não confiar em ninguém e ela confia em todo mundo (menos nos oficiais do teste), nos 42 minutos do segundo tempo ela decide reavaliar a pessoa e pensar se confia ou não, ela é inocente e acredita que todo mundo é como ela, uma garota exemplar que não faz nada errado, ainda bem que ela percebe que está enganada mas nem sempre faz isso a tempo. Contudo, o ponto mais forte da personagem principal do livro é não se deixar levar por sua paixão, ela reconhece que não tem tempo para isso e eu como já não gosto de romance venerei a atitude dela, como é a primeira vez que eu vejo um livro não dar tanto destaque para o amor entre os personagens e sim para o foco da história que é o teste, essa distopia está muito perto de ser a minha favorita. Outro ponto que também me atraiu no livro é que a autora não dá importância demais para os outros personagens, é a Malencia e o Tomas e ponto.

O livro é bom e eu recomendo, tem seus altos e baixos, prós e contras e a única coisa que eu mudaria nele seria a revisão. Há muito tempo namorava essa capa sem nem ter lido a descrição ou resenhas dele e que tiro certeiro eu dei ao comprar. Eu sou apaixonada pela editora Única, agora mais ainda. Caso haja filme dessa trilogia eu espero que eles não errem como erraram GRANDE em Maze Runner e alterem tudo. Eu acho que O Teste tem tudo pra bater Jogos Vorazes e Divergente, talvez as pessoas estejam cansando de filme desse tipo mas acho o propósito do teste muito mais interessante e justificável que os outros.

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A extraordinária garota chamada estrela

Título: A extraordinária garota chamada estrela
Autor: Jerry Spinelli
Editora: Gutenberg
Páginas: 192

A extraordinária garota chamada Estrela conta a história de Leo e Estrela. Leo é um garoto comum que mora em Mica, no Arizona, e gosta de colecionar gravatas de porco espinho. Leo está no segundo ano do ensino médio quando conhece Estrela, uma garota nada comum comparada a ele ou a qualquer um da Escola de Ensino Médio de Mica. Estrela é única, sempre com o seu Ukulele pelas mesas do refeitório cantando parabéns à você para os alunos aniversariantes, seus vestidos longos aparentemente de épocas passadas e sua bolsa com um girassol de tamanho real estampado nela. Estrela era animada, foi convidada a fazer parte das líderes de torcida e torcia inclusive para o time adversário, nada a entristecia a não ser ver outras pessoas tristes, mas ela fazia de tudo para aquela pessoa ficar feliz. Deixava cartões na mesa de todos em datas comemorativas e tinha um rato de estimação. Estrela incomodou toda a escola por ser diferente.

Por ser tão extrovertida e mesmo que incomodasse a escola, Estrela ficou popular – o que irritou Hillari Kimble – mas essa popularidade não durou muito tempo. Enquanto o encantamento dos alunos por Estrela diminuía amargamente, o de Leo por ela crescia. Leo não a achava estranha e sim mágica, bastava um sorriso dela para se desligar do mundo, ele se aproximou muito de Estrela. Andavam juntos pela escola, passeavam e Leo estava feliz assim, até perceber que todos se afastavam deles, todos ignoravam Estrela e ele por estar junto dela, Estrela não se importava com isso, parecia nem se quer perceber mas será que Leo poderia conviver com isso? Ele escolheria Estrela ou os outros? Pediria a Estrela para se tornar uma garota comum? Muitas dúvidas então se formam na mente do garoto.


Sou apaixonadinha por livros infanto-juvenil e esse foi um que super me encantou. Jerry caprichou em Estrela, uma personagem realmente extraordinária e cativante, com uma lição que considero ser a melhor das lições que podemos ter na vida, ser você mesmo. O livro é todo narrado por Leo que mais para o fim tira um pouco da minha paciência, mágico seria um livro todo narrado por Estrela, por mais que Leo seja apaixonado por ela, ele não consegue entender porque ela é assim. Meu personagem preferido depois de Estrela é Archie – um antigo professor que as crianças gostam de visitar e ter aula – e acho que seria legal também algo sobre a visão dele. Leo era fundamental nessa história porem um pouco fútil, talvez se Jerry tivesse aprofundado um pouco mais na vida de Leo, o livro tivesse mais vida. Não que seja algo batido ou chato de ler, Estrela tem o dom de iluminar a sua leitura, o desejo de saber o que vai acontecer com ela é forte o bastante para conseguirmos deixar Leo um pouco de lado.

Eu comprei o livro pela capa sim, porque estava na promoção e porque eu queria um livro novo e mais gostoso de ler, julguei que esse fosse e acertei em cheio na escolha. A escrita é bem simples, não há partes em que possamos nos perder, dá pra ser lido em menos de uma semana se você se envolver com a história. Eu recomendo muuito A Extraordinária Garota Chamada Estrela para quem gosta de livros mais tranquilos e está procurando uma leitura rápida.

“Ela era fugaz. Ela era hoje. Ela era amanhã. Ela era o aroma mais suave da flor de um cacto, a sombra fugida de uma coruja marrom. Nós não sabíamos o que fazer com ela.”

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Resenha: A Herdeira – Kiera Cass

Olá!! Finalmente uma resenha! Estava morrendo de saudades de fazer alguma e essa aqui era pra ser de Extraordinário como eu prometi em outro post mas como o meu A herdeira chegou antes de eu terminar eu dei uma pausa para ler a continuidade de uma das minhas séries favoritas.

É impossível contar a história da Eadlyn sem falar um pouquinho de A seleção. Quem já leu bem, mas e quem não? Saibam que esse é o quarto livro do que já foi uma trilogia. A seleção, A elite e A escolha contaram a história de America, uma garota simples que não queria participar da seleção e muito menos se apaixonar pelo príncipe, se inscreveu apenas para agradar a mãe e ajudar a família em questões financeiras. Logo, já dá pra imaginar o que acontece né? E com a chegada de A herdeira com certeza dá pra imaginar o que acontece.

Vinte anos depois da última seleção e de Maxon e America se casarem, chegou a vez de outra. No início do reinado do casal com a dissolução das castas e o fim dos ataques rebeldes tudo parecia estar bem e até ficou por um tempo. Vários problemas sociais começaram a aparecer depois disso, atos violentos contra pessoas que antes pertenciam as castas inferiores estavam causando certas crises no país e a única solução encontrada pelo Rei era uma seleção com a futura rainha de Illéa.

Eadlyn é a primogênita de mais três filhos que os atuais reais tiveram, atrás dela vêm seu irmão gêmeo Ahren e são seguidos por Kaden e Osten, por isso ela é a Herdeira do trono. No palácio ainda continuam morando Marlee e Carter com seus dois filhos Kile e Josie e também Aspen e Lucy. O livro A Herdeira trata-se da seleção dela mas a princesa não quer ser usada como uma atração e a última coisa que deseja é se apaixonar. Ela promete ao pai tentar mas não garante que haja um casamento quando restar apenas um garoto. Eadlyn só deseja fazer o seu papel de mulher forte, determinada e capaz de comandar um país sozinha. Quando os garotos chegam ela se fecha e não permite que ninguém penetre a sua armadura, uma armadura com muitas falhas.

No início da Seleção nada sai como o planejado, só gera motivos para mais revoltas o que deixa Maxon completamente cansado então só cabe a Eadlyn diminuir um pouco o seu sentimento de poder maior e mergulhar completamente no evento. Por muito tempo nada passa de um teatro diante as câmeras mas “Eadlyn percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto imaginava”

Ead é complicada, nas primeiras páginas do livro é bem insuportável. Como acabamos a trilogia com aquele amor de America e Maxon – a America sendo super fofa e apaixonada – é um impacto bem grande dar de cara com a Eadlyn que é completamente o contrário. Não tanto porque sua mãe também não queria se apaixonar mas Ead é mimada, se acha superior a todos muito antes de assumir Illéa e durante várias partes do livro se espanta por apenas ela se achar assim.

Gosto de considerar que a trilogia realmente acabou em A Escolha e esse (e o próximo) são livros adicionais porque não dá para ler sem ter lido os anteriores. A escrita flui super bem como nos outros porem tem um ar mais pesado por Eadlyn ser tecnicamente uma garota má. America e Maxon também estão muito diferentes e o foco está completamente na princesa agora, o que chateia um pouco, não há (ou eu não vi) um pouquinho sequer daqueles personagens que conhecemos e os dois parecem zumbis nessa história. Sei que se passaram 20 anos mas poderiam estar tão acabados?

Também achei um exagero – embora ache fofo – da Kiera dar quatro filhos ao casal hahah, o meu preferido é Kaden mas ele e Osten não aparecem tanto no livro quanto eu gostaria. Josie, filha de Marlee e Carter é outra desnecessária nessa história, se eu fosse a Ead também não suportaria essa criança morando comigo.

No fim, eu acabei me identificando com a Eadlyn um pouco, se você conseguir vencer os primeiros capítulos e essa princesinha mimada pode até virar algo interessante. Em relação aos garotos eu sou como ela e acho que me ajudou muito a pensar em algumas coisas. O livro também tem vários momentos fofos quando ela se abre um pouco para os meninos que ela gosta mais e eu com certeza já estou em um time! Não é como na trilogia em que fica claro que o Maxon vai escolher a America, teremos que esperar o próximo livro e ver quem Ead escolhe, ou melhor, ver SE ela escolhe alguém.

Apesar de tudo, se você realmente gostou de A Seleção não vejo motivos para não ler A Herdeira, como disse, pode se tornar bem interessante. O livro é bem maior que o primeiro da trilogia e vem com um marcador lindo para você recortar. Foi a primeira coisa que eu fiz quando ele chegou e pode recortar também no formato de tiara como em algumas fotos vocês podem ver, é meio difícil então cuidado pra não estragarem essa coisinha linda que vem junto. Também achei bem fofa a tiara que acompanha cada capitulo apesar de simples.

Acho que para ser perfeito, a Kiera podia ter entrado mais na vida de alguns personagens como os pais da princesa e os irmãos. Ela mudar completamente o foco foi bem desanimador mas não há nada que estrague a história. Eu recomendo sim o livro mas apenas para quem gostou dos três livros anteriores.